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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Estrela de nêutrons pode acordar o vácuo quântico

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Don Monroe - Physical Review Letters - 04/10/2010

Embora o vazio espacial esteja repleto de campos quânticos, o efeito destes é geralmente muito sutil.
Mas um grupo de físicos brasileiros demonstrou que, sob determinadas condições - como durante a formação de uma estrela de nêutrons - esses campos podem crescer a ponto de ofuscar qualquer matéria existente nas redondezas.
Uma exploração mais profunda de como este "despertar do vácuo" produz efeitos poderá mudar o entendimento atual de alguns eventos astrofísicos.
A descoberta é destaque na última edição da revista Physical Review Letters, a mais importante publicação científica no campo da física.
Vácuo quântico
O espaço vazio é preenchido com uma espécie de fundo quântico fantasmagórico, formado por ondas de todas as frequências possíveis. Nisto se incluem não apenas as ondas do eletromagnetismo e das outras forças, mas também ondas representando partículas, como os elétrons.
A quantidade de energia nestas ondas é pequena, mas nunca é igual a zero, como uma corda, que sempre apresenta alguma vibração, nunca estando completamente parada e esticada.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

NASA pretende lançar foguetes sobre trilhos

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O projeto inicial prevê a construção de uma pista de 3,2 km, disparando um avião hipersônico até uma velocidade Mach 10, o suficiente para que ele atinja as camadas mais altas da atmosfera.[Imagem: NASA]
Ainda às voltas com discussões sobre o modelo do foguete que deve construir para substituir os atuais e os nem-nascidos da natimorta série Constelação, a NASA está se voltando para tecnologias mais futuristas. Ou mais retrôs, dependendo do ponto de vista.
Segundo a agência espacial norte-americana, a ideia é projetar um "lançador para as estrelas", o que deverá ser possível, diz a agência, com um sistema que transforme uma série de tecnologias já disponíveis em um "gigantesco salto para o espaço."
Foguete sobre trilhos
A NASA vem testando há anos um tipo inovador de avião hipersônico em formato de cunha, chamado estatojato, ou scramjet.
Nos testes iniciais, o avião hipersônico é acelerado até sua velocidade de partida por um foguete, lançado a partir de um avião comum.
Mas a ideia agora é baratear bastante o processo, lançando a aeronave horizontalmente. Isto poderia ser feito utilizando um trem, impulsionado por turbinas comuns, por motores elétricos ou por magnetismo, como nos chamados MagLev, trens que usam um sistema de levitação magnética.
O avião hipersônico atingiria a velocidade de arranque ainda no solo. Depois de se soltar e decolar, ele deverá acelerar até Mach 10 utilizando seus scramjets.
Ao atingir a parte mais alta da atmosfera, ele libera sua cápsula ou carga útil, semelhante ao segundo estágio de um foguete. A cápsula contará com seu próprio motor-foguete, para atingir a órbita. Já o avião hipersônico retorna ao solo, pousando em uma pista comum, ao lado dos trilhos de lançamento.
Parece promissor, mas bem aquém de qualquer coisa que lembre um "gigantesco salto para o espaço," conforme afirma a agência.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Água de Urano e Netuno pode ser líquida e sólida ao mesmo tempo

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Uma nova descoberta mostra que a água em áreas profundas de Urano e Netuno possui um brilho amarelado e se comporta como um líquido e um sólido ao mesmo tempo. Este material exótico pode ajudar a explicar por que ambos os planetas têm campos magnéticos bizarros.
As condições extremas que existem no fundo de Urano e Netuno podem ser ideais para a formação dessa água “superiônica”. O fenômeno, entretanto, nunca ficou claro porque os pesquisadores não sabiam ao certo quais as pressões e temperaturas necessárias para sua formação.

Sob tais condições, o oxigênio e os átomos de hidrogênio nas moléculas de água ionizariam; o oxigênio formaria uma estrutura de cristal e os íons de hidrogênio seriam capazes de fluir através dessa grade como um líquido.
Agora, uma pesquisa recente sugere que ambos os planetas possuem uma espessa camada desse material. Os resultados mostram que a água superiônica deve se estender do núcleo rochoso até cerca de metade da superfície de cada planeta.
As simulações assumem as condições mais extremas possíveis dentro de ambos os planetas, com temperaturas atingindo até 6.000° C e pressões de 7.000 mil vezes a pressão atmosférica da Terra.
Os cientistas consideram os resultados um grande avanço para o entendimento de estruturas planetárias internas.

Meteoro irrompe na atmosfera e explode sobre a Colômbia

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Autoridades colombianas acreditam que o forte estrondo ouvido na tarde de domingo próximo à província de Santander foi de fato causado pela entrada de um meteoro na atmosfera. Inicialmente, havia a suspeita de um possível acidente aeronáutico, o que mobilizou diversos aviões da força aérea daquele país.

Não existem relatos de danos causados pela entrada do objeto, mas testemunhas em diferentes partes de uma grande área que inclui a capital Bogotá disseram que viram uma espécie de bola de fogo no céu. Outros moradores de localidades próximas também relataram terem ouvido um som muito alto, seguido de um brilhante clarão.



No início da noite, emissoras de TV divulgaram diversas cenas registradas por cinegrafistas amadores e ao que tudo indica, o objeto era mesmo um meteoro que explodiu na atmosfera. Segundo o prefeito Fernando Vargas, da cidade de Bucaramanga, o objeto teria produzido uma cratera de cerca de 100 metros de diâmetro, mas essa informação ainda não foi confirmada.
Foto: No topo, fotograma divulgado pelo jornal colombiano eldiario24.com. Acima, vídeo da tv colombiana comenta o assunto. Créditos: Eldiário/Youtube.
Fonte: Apolo 11


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

NASA pretende enviar parte da Estação Espacial para explorar asteroide

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Nave tripulada para asteroide
Uma missão da NASA para enviar uma sonda robótica para coletar e trazer para a Terra amostras de um asteroide já está em andamento.
Mas, depois que Barack Obama cancelou o retorno à Lua, há uma grande expectativa pela definição da participação de astronautas humanos na exploração espacial das próximas décadas.
Sem os recursos financeiros e técnicos, pelo menos a curto prazo, para uma missão a Marte, e sem interesses imediatos em retornar à Lua, tudo indica que o homem fará sua primeira excursão ao espaço externo em uma missão tripulada a um asteroide.
Reciclagem espacial
E, a depender dos planos do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, o retorno dos voos tripulados poderá marcar também a inauguração da reciclagem espacial.
A ideia é converter um dos laboratórios da Estação Espacial Internacional no corpo principal de uma nave tripulada.
A Estação Espacial tem vida útil projetada até 2020. Ainda que poucos acreditem que ela seja totalmente desativada então, faz muito sentido pensar em usar suas partes ainda utilizáveis em outras missões.
A conversão de um de seus vários laboratórios, segundo Brian Wilcox, da NASA, é uma opção totalmente factível, mesmo que outras partes da Estação permaneçam operacionais.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Astrônomos podem ter encontrado a maior estrela do universo

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Astrônomos britânicos descobriram o que se acredita ser a maior estrela do universo, cuja massa atual é 265 vezes maior do que o sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

No site da BBC Brasil foi divulgada a notícia de que através de um imenso telescópio localizado no Chile e das informações vindas do telescópio Hubble, a equipe da Universidade de Sheffield calculou a massa as dimensões da estrela.

A estrela, batizada de RMC 136a1 tem a massa 320 vezes maior que a do sol no momento de sua formação, o que significa que seria pelo menos o dobro da massa da maior estrela já encontrada. Ela faz parte do agrupamento de estrelas jovens RMC 136a. Os astrônomos também encontraram outras estrelas imensas no agrupamento NGC 3603.

O NGC 3603 fica a 22 mil anos-luz do sol, na Nebulosa da Tarântula, e o RMC 136a fica em uma galáxia vizinha à nossa, a 165 mil anos-luz de distância, a Grande Nuvem de Magalhães.

Segundo o artigo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, a expectativa é de que estrelas colossais como as encontradas existam apenas durante alguns milhões anos, antes de explodirem.

A existência de estrelas como essas, afirmam astrônomos, era mais comum no início do universo.




 Para ver a reportagem completa no site da BBC Brasil, clique aqui!

terça-feira, 20 de julho de 2010

"A Lua está Viva" - afirmação da Nasa após descoberta de água

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A missão realizada onde caiu um foguete na superfície da lua no mês passado detectou mais ou menos 25 litros de água na forma de vapor e gelo o que já é suficiente para manter a esperança de uma colônia lunar.

A água foi encontrada em uma cratera no pólo sul da Lua. Agora essa grande descoberta vai rever drásticamente a caracterização da lua como um mundo morto e parecem torná-la um destino mais atractivo para as futuras missões espaciais tripuladas.


"A Lua é viva", declarou Anthony Colaprete, cientista-chefe para o Lunar Crater Observation e missão Sensing Satellite.

Os atuais planos da NASA sob a revisão de Barack Obama exigem um retorno à Lua no final da próxima década, e a construção de uma base lunar em que os astronautas sejam capazes de viver e trabalhar durante meses.

Esta não é a primeira descoberta de água na lua. Várias semanas atrás, na Índia a espaçonave Chandrayaan 1 encontrou sinais claros de uma película microscópica de água misturada com o solo lunar em grandes áreas da lua, mas essas quantias eram tão insignificantes que é improvável que a água seria útil para futuros colonos.
Esta última descoberta, porém, é uma fonte potencialmente importante de água, segundo os cientistas.

Mas a grande pergunta é de onde essa água vem?

( Fonte )

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Astrônomos desvendam mistério da formação das estrelas gigantes

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Astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira estelar em volta de uma estrela gigante que acaba de nascer, oferecendo o primeiro indício direto de que as estrelas maciças nascem da mesma forma que as estrelas menores

Ovos estelares

Astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira que rodeia uma estrela bebê de grande massa, obtendo indícios diretos de que as estrelas de grande massa se formam da mesma maneira que as suas irmãs menores.

Esta descoberta, feita graças à combinação de observações obtidas por vários telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), aparece descrita num artigo que sai esta semana na revista Nature.

"As nossas observações mostram um disco em torno de uma estrela jovem de grande massa, que acabou de se formar," diz Stefan Kraus, que liderou este estudo. "Podemos dizer que este bebê está prestes a sair do ovo!"

A equipe de astrônomos observou o objeto conhecido como IRAS 13481-6124. Com cerca de vinte vezes a massa do nosso Sol e cinco vezes o seu raio, a jovem estrela, que se encontra ainda rodeada pelo seu casulo pré-natal, situa-se na constelação do Centauro, a cerca de 10.000 anos-luz de distância.

Nascimentos de estrelas gigantes

A partir de imagens de arquivo obtidas com o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, assim como a partir de observações obtidas com o telescópio submilimétrico de 12 metros APEX, os astrônomos descobriram a presença de um jato. "Esses jatos são comumente encontrados em torno de estrelas jovens de pequena massa e geralmente indicam a presença de um disco," diz Kraus.

Os discos circunstelares são o ingrediente essencial no processo de formação das estrelas de pequena massa, como o nosso Sol. No entanto, não se sabe se tais discos estão igualmente presentes durante a formação de estrelas de massa maior que dez vezes a massa solar, onde a forte radiação emitida poderia impedir que a massa fosse atraída pela estrela.

Por exemplo, já foi proposto que as estrelas de grande massa seriam o resultado da fusão de estrelas menores.
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terça-feira, 6 de julho de 2010

Sonda japonesa encontra evidência para oceano de magma lunar

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Astrônomos japoneses descobriram traços de um mineral que acrescenta uma peça fundamental ao quebra-cabeças do passado geológico da Lua.
Usando dados obtidos pela sonda Kaguya, colocada em órbita ao redor da Lua em 2007, a equipe encontrou assinaturas abundantes do mineral olivina em anéis concêntricos em três grandes regiões de crateras.
Sonda japonesa Kaguya em órbita ao redor da Lua
Sonda japonesa Kaguya em órbita ao redor da Lua
O mineral é um indicador da presença de manto, a camada interna profunda que fica abaixo da crosta lunar com rochas ricas em ferro e magnésio.
Jaxa

Uma das principais teorias sobre a origem lunar sugere que o astro foi criado há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando foi separado da Terra após a colisão monumental de um objeto espacial.
Com o aglutinamento do material lunar, formando uma esfera, sua superfície resfriou-se gradualmente. Isso criou uma crosta composta principalmente de feldspato (mineral claro, rico em alumínio), que passou a flutuar sobre líquido denso fundido.
Os dados da Kaguya apoiam essa hipótese do oceano de magma lunar.
Eles sugerem que após a formação da crosta, houve uma grande reviravolta no líquido escaldante nas camadas mais profundas: o manto rico em olivina emergiu das regiões profundas para a base da crosta.
A sonda Kaguya chocou-se com a Lua em 2009.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Telescópio registra as luzes mais antigas do Universo

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planck
O telescópio Planck foi lançado em maio do ano passado e começou a processar dados em agosto (Imagem: ESA,HFI e LFI)

Pesquisadores que trabalham com o telescópio europeu Planck, o maior experimento de cosmologia da última década, apresentaram nesta segunda-feira (5) imagem que revela pela primeira vez em sua história o mapa celeste da radiação cósmica de fundo, segundo a revista New Scientist.

A imagem mostra a Via Láctea como uma faixa horizontal brilhante com “fitas” de poeira fria que se estendem por cima e por baixo da faixa luminosa.

Para os estudiosos, a parte mais interessante é a que indica uma dispersão de uma mancha amarelada sob um fundo vermelho. Esse conjunto é considerado pelos especialistas como os fótons (luzes) mais antigos da Terra.

A análise desse mapa e estudos futuros pode ajudar os cientistas a encontrar a chamada “inflação”, período de expansão da matéria que aconteceu frações de segundo após o surgimento do Universo.

Também tem o poder de oferecer pistas sobre o “eixo do mal”, um alinhamento entre pontos quentes e frios nas regiões mais vazias do espaço.

O telescópio Planck foi lançado em maio do ano passado e começou a processar dados em agosto. Em setembro apresentou seu primeiro mapa do céu. Até 2012, quando termina sua missão, ele terá registrado quatro mapas do Universo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Morte de uma estrela é simulada em 3D pela primeira vez

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Supernovas
Uma estrela morre em 3D: As imagens mostram a ejeção de alguns elementos na explosão, vistos de diferentes ângulo de visualização - em cima, 350 segundos após a ignição do núcleo e, embaixo 9.000 segundos depois, quando a onda de choque já ultrapassou a superfície estelar. Os elementos estão representados em cores diferentes: carbono (verde), oxigênio (vermelho) e níquel (azul).[Imagem: MPA]
Estrelas gigantes terminam suas vidas em explosões igualmente gigantescas. São as chamadas supernovas, que podem tornar-se - por um curto período de tempo - mais brilhantes do que uma galáxia inteira, que é composta por bilhões de estrelas.
Embora as supernovas venham sendo estudadas teoricamente por meio de modelos de computador há várias décadas, os processos físicos que ocorrem durante essas explosões são tão complexos que até agora os astrofísicos só conseguiam simular partes do processo. E apenas em uma ou duas dimensões.
Simulação 3D de uma supernova
Agora, pesquisadores do Instituto Max Planck de Astrofísica, na Alemanha, fizeram a primeira simulação em computador totalmente tridimensional, cobrindo o colapso do núcleo de uma supernova ao longo de um período de várias horas após o início da explosão.
Com isto, eles conseguiram esclarecer o surgimento das assimetrias que emergem do fundo do núcleo denso durante a fase inicial da explosão e dobram-se em heterogeneidades observáveis durante a explosão da supernova.

Cientistas fazem mapa da gravidade da Terra

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Variações na gravidade
Imagem: Reprodução
Cientistas criaram um mapa da força da gravidade na superfície terrestre, mostrando as diferentes influências desta força física ao redor do planeta.
O modelo, conhecido como geoide, define onde estão os níveis da gravidade na superfície terrestre em relação a uma média, indicando onde ela é mais forte ou mais fraca.
Os cientistas afirmam que os dados podem ser usados em inúmeras aplicações, entre elas nos estudos de mudança climática, para ajudar a entender como a grande massa de oceanos movimenta o calor ao redor da Terra.
Embora comumente estabelecida em 9,8 metros por segundo (m/s) a gravidade terrestre na verdade varia entre 9,78 m/s no equador, até 9,83 m/s nos pólos.
Mapa da gravidade terrestre
O mapa da gravidade foi desenhado a partir de medições precisas realizadas pela sonda espacial Goce, sigla formada a partir das iniciais da sonda exploradora de campo gravitacional e equilíbrio estacionário.
A sonda Goce circula na órbita terrestre a uma altitude de pouco mais de 250 km da superfície - a órbita mais baixa de um satélite de pesquisa em operação. Com um desenho futurístico, ela é também uma das mais belas sondas espaciais já lançadas.
[Continue Lendo No Inovação Tecnológica]

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Efeitos da gravidade extrema são revelados pelo oxigênio

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Devido à sua natureza extremamente compacta, é praticamente impossível fotografar diretamente as imediações de uma estrela de nêutrons e o seu disco de acreção.[Imagem: ESA]

Campos gravitacionais
Astrônomos do Instituto de Pesquisas Espaciais (SRON) e da Universidade de Utrecht, na Holanda, detectaram pela primeira vez sinais de campos gravitacionais extremamente fortes registrados em uma linha de emissão de oxigênio.
A assinatura do oxigênio foi detectada nos raios X emitidos por uma estrela de nêutrons que está "engolindo" uma anã branca.
Embora a gravidade extremamente forte nas proximidades de estrelas de nêutrons e de buracos negros já tenha sido estudada antes de forma similar, este resultado é único - esta é a primeira vez que os efeitos da força da gravidade em uma intensidade extrema são revelados pelo oxigênio.
Até hoje, o processo somente havia sido detectado pela assinatura de átomos de ferro. Ocorre que as características dessas chamadas "linhas de ferro" são contestadas, o que as torna menos adequadas para medições.
Sistema binário
A estrela de nêutrons também já havia sido estudada antes, mas agora Oliwia Madej e seus colegas encontraram assinaturas borradas de oxigênio nos raios X da estrela. A descoberta utilizou imagens captadas pelo telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA).
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A anã branca - basicamente uma estrela queimada - orbita a uma distância tão pequena da estrela de nêutrons que o gás rico em oxigênio é arrancado da anã branca e começa a formar um redemoinho em torno da estrela de nêutrons.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Moléculas orgânicas super complexas são encontradas no espaço

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Moléculas orgânicas super complexas são encontradas no espaço
Moléculas como o antraceno são prebióticas, o que significa que, quando elas são submetidas à radiação ultravioleta e combinadas com água e amônia, podem produzir aminoácidos e outros componentes essenciais para o desenvolvimento da vida.[Imagem: Gaby Perez/Susana Iglesias-Groth

Moléculas orgânicas no espaço
Cientistas conseguiram identificar uma das moléculas orgânicas mais complexas já encontradas no material entre as estrelas, o chamado meio interestelar.
A descoberta do antraceno no espaço profundo pode ajudar a resolver um mistério astrofísico que desafia os cientistas há décadas - como as moléculas orgânicas podem surgir no espaço.
O antraceno é uma molécula formada por três anéis hexagonais de carbono, circundados por átomos de hidrogênio.
A descoberta foi feita por uma equipe de cientistas do Instituto de Astrofísica das Canárias, na Espanha, e da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
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Telescópio usa maior câmera digital do mundo para detectar asteroides

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Aparelho possui 1,4 milhão de megapixels. Objetivo da pesquisa é encontrar 100 mil objetos no espaço.
 
Objetivo do telescópio é encontrar 100 mil asteróides que 
podem ameaçar a vida na Terra.
Objetivo do telescópio é encontrar 100 mil
asteróides que podem ameaçar a vida na Terra.
(Foto: Divulgação)
Para procurar por asteroides que apresentam possibilidade de se chocar com a Terra em um futuro próximo, um telescópio no Havaí está utilizando a maior câmera fotográfica digital do mundo, com 1,4 milhão de megapixels.
O aparelho está programado para tirar fotos do espaço automaticamente e, com esta resolução, permite que os cientistas vasculhem o espaço por objetos que podem ameaçar a vida no planeta. É 1,4 bilhão de pixels por imagem feita pela câmera. Nos próximos três anos, o telescópio fará 500 fotos e mapeará 75% do céu. O objetivo é encontrar 100 mil asteroides.
O telescópio está localizado no topo do vulcão Haleakala, em Maui, no Havaí, tem um espelho de 60 centímetros, pequeno se comparado ao de 10 metros do Observatório de Keck, também no Havaí.

Hubble faz uma das fotos mais detalhadas de berçário de estrelas

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Telescópio espacial registrou N11, uma complexa rede de nuvens de gás. Nasa também divulgou nova foto do retorno da sonda Hayabusa à Terra.
 
N11 fica na Grande Nuvem de Magalhães, vizinha da Via-Láctea
N11 fica na Grande Nuvem de Magalhães, vizinha da Via-Láctea (Foto: Jesús Maíz Apellániz (Instituto de Astrofísica de Andalucía) / Nasa / ESA)

Nova foto do telescópio espacial Hubble, mantido pela Nasa e pela ESA, a agência espacial europeia, traz uma das mais detalhadas imagens já obtidas de uma região de formação de estrelas – no caso, N11, parte de uma complexa rede de nuvens de poeira e agrupamentos estelares que fica na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia-satélite próxima da Via-Láctea.
A Nasa também divulgou nesta terça-feira (22) uma nova foto da reentrada da sonda japonesa Hayabusa, no domingo (13), de volta ao lar depois de uma missão que durou 7 anos e trouxe uma amostra do asteroide Itokawa, "sequestrado" há 5 anos.
Kingoonya, Austrália - passagem da Hayabusa foi visível ao 
olho humano por apenas 15 segundos
Kingoonya, Austrália - passagem da Hayabusa foi visível ao olho humano por apenas 15 segundos (Foto: Ed Schilling / Nasa)
A Hayabusa em si, com seus 510 quilos, espatifou-se como um cometa artificial em uma região inóspita da Austrália. Mas a cápsula se desprendeu da nave-mãe e chegou inteira com o valioso fragmento do Itokawa.
 

sábado, 19 de junho de 2010

Veleiro espacial é fotografado por minicâmera

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Veleiro espacial é fotografado por minicâmera
Os cientistas esperam que a nave seja impulsionada pela reflexão da luz solar, ou seja, pela energia fornecida pelo choque dos fótons vindos do Sol contra o finíssimo material da vela, que é uma espécie de espelho refletor. [Imagem: JAXA]



Veleiro espacial
A agência espacial japonesa (JAXA) divulgou as primeiras imagens do seu veleiro solar Ikaros depois que a enorme vela quadrada foi totalmente liberada.
As imagens foram feitas pela primeira de duas câmeras a bordo da nave. A câmera separou-se da nave experimental e fez imagens em sequência à medida que se distanciava.
A sonda experimental Ikaros foi lançada no último dia 21 de maio de 2010, a partir do Centro Espacial Tanegashima.
Ikaros, que é uma homenagem ao personagem mitológico cujas asas derreteram-se quando ele voou perto demais do Sol, é também um acrônimo para Interplanetary Kite-craft Accelerated by Radiation Of the Sun - algo como nave interplanetária "tipo pipa" acelerada pela radiação do Sol.
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Astrônomos descobrem objeto gelado nos confins do Sistema Solar

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Cinturão de Kuiper
Um grupo de astrônomos de vários países disse ter observado, pela primeira vez, um objeto gelado em uma órbita além de Netuno, nos confins do Sistema Solar.
O objeto é conhecido como KBO 55636 (sigla para Kuiper Belt Object, Objeto do Cinturão de Kuiper) porque habita a região chamada Cinturão de Kuiper, onde estão agrupados milhares de objetos remanescentes do período em que se formou o Sistema Solar.
Os astrônomos sabiam da existência do KBO 55636 há vários anos, mas só puderam vê-lo porque ele passou na frente de uma estrela brilhante e refletiu sua luz.
Liderados pelos Estados Unidos, cientistas de 18 observatórios espaciais em vários pontos do planeta participaram da busca. Eles descrevem suas observações na revista científica Nature.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Marte tinha oceano que cobria 36% do planeta

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Dois novos estudos trazem mais evidências de que Marte, um dia, foi coberto por um grande oceano.

Integrando dados da NASA e da Agência Espacial Européia, obtidos pela sonda que orbita o planeta, cientistas concluíram que este oceano cobriu cerca de 36% do planeta e continha 30 milhões de metros cúbicos de água.

Isso teria formado uma camada de 550 metros de profundidade. O volume lá seria 10 vezes menor do que atualmente temos na Terra, embora Marte tenha pouco mais da metade do tamanho do nosso planeta.

Os resultados obtidos pelos pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, Estados Unidos, indicam também que o planeta possuía um ciclo hidrológico similar ao da Terra, incluindo precipitações, formação de nuvens, gelo e acúmulo de água subterrânea.


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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Telescópio robótico vai procurar cometas e exoplanetas

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Começou a funcionar no Chile um novo telescópio robótico que ficará varrendo os céus constantemente em busca de exoplanetas e cometas.
O TRAPPIST é um telescópio robótico muito leve, com apenas 60 centímetros
O TRAPPIST (TRAnsiting Planets and PlanetesImals Small Telescope) pertence ao Observatório Europeu do Sul (ESO) e está instalado em La Silla, no Chile.
A sigla complicada, e um tanto forçada, para dar ao telescópio o nome de TRAPPIST, pretende enfatizar a origem belga do projeto. As cervejas trapistas são famosas em todo o mundo e a maioria delas são belgas.
Astrobiologia
O telescópio TRAPPIST vai se dedicar ao estudo de sistemas planetários de dois modos diferentes: detecção e caracterização de planetas situados fora do Sistema Solar (exoplanetas) e estudo de cometas que orbitam o Sol.
O telescópio de 60 cm é operado a partir de uma sala de controle em Liège, na Bélgica, ou seja, a cerca de 12.000 km de distância.
"Os dois ramos do projeto TRAPPIST são partes importantes de uma área de investigação interdisciplinar emergente - a astrobiologia - cujo objetivo é o estudo da origem e distribuição de vida no Universo," explica Michaël Gillon, responsável pelos estudos exoplanetários.
"Os planetas terrestres semelhantes à nossa Terra são alvos óbvios para a busca de vida fora do Sistema Solar, enquanto o estudo dos cometas se torna importante uma vez que se acredita que estes objetos desempenharam um papel importante no aparecimento e no desenvolvimento de vida no nosso planeta," diz colega Emmanuël Jehin, líder da parte cometária do projeto.
Exoplanetas
O TRAPPIST detectará e caracterizará exoplanetas por meio de medições de alta precisão de "diminuições de brilho", as quais podem ser causadas por "trânsitos" dos exoplanetas - a passagem do planeta em frente à sua estrela, do ponto de vista da Terra.
Durante um trânsito, a brilho estelar observado diminui ligeiramente, uma vez que o planeta bloqueia parte da radiação emitida pela estrela. Quanto maior for o planeta, mais radiação será bloqueada e consequentemente o brilho da estrela diminuirá de maior quantidade.
"O Observatório de La Silla, situado nos limites do Deserto de Atacama, é claramente um dos melhores locais de observação a nível mundial," diz Gillon. "E uma vez que alberga já dois instrumentos excelentes na detecção de exoplanetas, não poderíamos ter encontrado melhor sítio para instalar o nosso telescópio robótico."
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