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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Explosão de estrela poderá ser vista da Terra

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Da Info Abril - Astrônomos descobriram na semana passada uma supernova tão próxima da Terra que, muito provavelmente, será visível com um par de binóculos. 
Na verdade, ela será o evento desse tipo mais brilhante já visto do planeta em 40 anos.As supernovas são explosões que anunciam a morte de uma estrela. Ao liberar seu material em camadas, elas emitem um forte brilho e dão origem, posteriormente, a grandes formações de material no espaço- as nebulosas.
Localizada a 21 milhões de anos-luz (muito pouco para os padrões astronômicos), a supernova batizada de PTF11kly está em uma galáxia em espiral chamada Pinwheel, ou  M101, na constelação de Ursa Maior.
Ela foi detectada por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e ainda está se tornando mais brilhante. Acredita-se que esta semana, a partir de quarta-feira, ela deve ser visível aqui da Terra. Moradores do hemisfério norte terão grandes chances de observá-la com um binóculo ou pequeno telescópio se se dirigirem a locais pouco iluminados – longe de grandes cidades.
O fato surpreendente é que esta é uma supernova tipo 1a, o mesmo usado pelos astrônomos para medir a expansão do Universo. Observar a expansão de uma supernova permitirá o estudo desses fenômenos em grandes detalhes.
A expectativa é a de que a Nasa possa observá-la com o telescópio Hubble.
Evolução da Supernova
A seta verde indica o local no qual a supernova foi detectada: antes, não havia nada, mas um ponto luminoso surge e começa a crescer.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estrela pode ter virado um planeta de diamante

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Planeta de diamante
Não se trata exatamente de um planeta, mas de uma estrela morta,
cuja maior parte da massa já foi sugada pelo pulsar. [Imagem: SWIN]
Um "planeta" com cerca de 60.000 quilômetros (km) de diâmetro - cerca de cinco vezes o diâmetro da Terra - formado por carbono e oxigênio.
E sua densidade é tão grande que esse material deve certamente ser cristalino, ou seja, uma grande parte desse corpo celeste pouco usual pode ser similar a um gigantesco diamante.
Esta foi a conclusão de um grupo de astrônomos australianos, que usou um radiotelescópio para observar um fenômeno igualmente pouco usual.
Siga os passos para verificar como eles chegaram a essa conclusão sobre o que seria esse planeta de diamante.
Descobrindo um pulsar
Tudo começou quando os astrônomos usavam um radiotelescópio e descobriram uma estrela bastante rara, do tipo pulsar.
Pulsares são estrelas giratórias muito pequenas, com cerca de 20 km de diâmetro, que emitem um feixe de ondas de rádio.
Como a estrela gira, esse "disparo" de ondas de rádio chega na Terra na forma de um padrão regular - pulsos de ondas de rádio, de onde vem o nome pulsar.
Mas esse novo pulsar, conhecido como PSR J1719-1438, apresentou uma característica diferenciada: seus pulsos parecem ser sistematicamente modulados, ou seja, sofrem uma influência regular.
Esse pulsar tem companhia
Os astrônomos concluíram que essa modulação deve estar sendo gerada por um pequeno planeta orbitando o pulsar, formando um sistema binário.
Estudando a modulação nas ondas de rádio do pulsar, os pesquisadores chegaram a duas conclusões sobre esse planeta companheiro.
Primeiro, que os dois estão separados por uma distância de cerca de 600.000 km e que o planeta orbita o pulsar em apenas duas horas e 10 minutos.
Segundo, que esse companheiro deve ser muito pequeno, com um diâmetro menor do que 60.000 km - o planeta está tão perto do pulsar que, se ele fosse maior, seria destruído pela gravidade do pulsar.
Estrela que virou planeta
Mas, para que esse sistema binário seja estável, o planeta deve ter mais massa do que Júpiter.
Para ser tão denso, não deve se tratar exatamente de um planeta, mas de uma estrela morta, cuja maior parte da massa já foi sugada pelo pulsar - ou seja, uma anã-branca.
"Esse remanescente provavelmente é formado principalmente de carbono e oxigênio, porque uma estrela feita de elementos mais leves, como hidrogênio e hélio, seria grande demais para se encaixar nos tempos de órbita observados," diz o Dr. Michael Keith, do instituto CSIRO.
Planeta de diamante
O pulsar agora descoberto é conhecido como pulsar de milissegundo - ele gira cerca de 10.000 vezes por minutos. [Imagem: SWIN]
Nasce um planeta de diamante
Dada a densidade da "estrela que virou planeta" - uma massa maior do que a Júpiter em um diâmetro de 60.000 km - o material que a forma deve ser cristalino.
Como carbono se cristaliza na forma de diamante sob altas pressões, os astrônomos concluíram que sua ex-anã-branca pode ser agora um planeta com grande parte de sua composição consistindo em diamante.
Não há exatamente uma explicação de por que o pulsar teria sugado os outros elementos e deixado o carbono para trás, mas o estudo apresenta um retrato da situação medida, não tendo dados suficientes para estabelecer a dinâmica do nascimento do provável planeta de diamante.
A ideia de planetas de carbono não é inédita, embora seja recente, tendo sido proposta em 2005 pelo astrofísico Marc Kuchner.
Em 2010, um grupo de astrofísicos ligados à NASA identificou o primeiro planeta de carbono, e apontaram que ele teoricamente poderia ter montanhas de diamante.
Pulsar de milissegundo
O pulsar agora descoberto é conhecido como pulsar de milissegundo - ele gira cerca de 10.000 vezes por minutos.
Ele tem uma massa de 1,4 vezes a massa do Sol, espremida em uma esfera com 20 km de diâmetro.
Cerca de 70% dos pulsares de milissegundo têm estrelas-companheiras, formando sistemas binários.
Os astrônomos acreditam que foi a estrela-parceira que transformou o pulsar em um pulsar de milissegundo, transferindo massa e fazendo-o girar cada vez mais rápido. O resultado é um pulsar de milissegundo com o que sobrou de uma estrela que perdeu a maior parte de sua massa - o "planeta de diamante".
[FONTE: Inovação Tecnológica]

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Não só a maior estrela, mas também, é descoberta a maior molécula

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O Telescópio Espacial Spitzer descobriu no espaço, pela primeira vez, moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs", uma espécie de bola de futebol formada por 60 átomos de carbono. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Maior molécula no espaço
O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, descobriu no espaço, pela primeira vez, moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs".
Buckyballs são moléculas em forma de bola de futebol que foram observadas pela primeira vez em laboratório há apenas 25 anos.
Elas devem seu nome à semelhança com as cúpulas geodésicas do arquiteto Buckminster Fuller, que têm círculos interligados na superfície de uma meia-esfera. Os cientistas já acreditavam que elas poderiam existir flutuando no espaço, mas ninguém havia conseguido detectá-las até agora.
"Nós encontramos aquelas que são agora as maiores moléculas existentes no espaço," disse o astrônomo Jan Cami, da Universidade de Western Ontario, no Canadá. "Estamos particularmente entusiasmados porque elas têm propriedades únicas que as torna elementos importantes para todos os tipos de processos físicos e químicos acontecendo no espaço."
Fulerenos no espaço
As buckyballs são formadas por 60 átomos de carbono dispostos em estruturas esféricas tridimensionais. Seus padrões alternados de hexágonos e pentágonos coincidem com o desenho típico de uma bola de futebol.
Os astrônomos descobriram também, pela primeira vez no espaço, a parente mais alongada das buckyballs, conhecida como C70. Estas moléculas, constituídas de 70 átomos de carbono, têm uma forma ovalada, mais parecida com uma bola de rugby.
[Continue Lendo o Artigo]

Hubble captura estrela hiperveloz expulsa por buraco negro

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Estrela em hipervelocidade
O Telescópio Espacial Hubble detectou uma estrela em hipervelocidade, um fenômeno extremamente raro. A estrela está se movendo três vezes mais rápido do que o nosso sol.
A estrela pode ter sido criada em uma espécie de "escorregão da natureza". A cem milhões de anos atrás, um sistema triplo de estrelas estava viajando através do movimentado centro da Via Láctea quando passou perto demais do gigantesco buraco negro localizado no centro da nossa galáxia.
Hubble captura estrela hiperveloz expulsa por buraco negro
A estrela proscrita está agora bem acima do disco da galáxia, a cerca de 200.000 anos-luz do seu centro. Seu destino será vagar pelo espaço intergaláctico. [Imagem: NASA, ESA, and G. Bacon (STScI)]
O buraco negro capturou uma das três estrelas e arremessou as outras duas para fora da Via Láctea. Em seu caminho para o exílio, as duas estrelas fundiram-se para formar uma estrela azul superquente viajando a velocidades incríveis.
Essa história pode parecer ficção científica, mas os astrônomos do Hubble dizem que este é o cenário mais provável para a criação da estrela que viaja em hipervelocidade, a HE 0437-5439.
Esta é uma das estrelas mais rápidas já detectadas, com uma velocidade de cerca de 2,6 milhões de quilômetros por hora. Há cerca de dois meses, o Hubble havia detectado uma outra estrela zarpando da Nebulosa de Tarântula, mas a "meros" 400.000 quilômetros por hora.
Rumo ao exílio
As observações do Hubble confirmam que a estrela velocista vem do núcleo da Via Láctea, mas é difícil determinar seu ponto de nascimento.
Quase todas as 16 estrelas em hipervelocidade conhecidas, todas descobertas de 2005 para cá, parecem ter sido expulsas do centro da nossa galáxia. Mas esta é a primeira observação direta ligando uma estrela hiperveloz à sua origem no centro da galáxia.
A superquente estrela azul HE 0437-5439 foi arremessada para fora do centro da Via Láctea com uma velocidade suficiente para escapar da atração gravitacional da galáxia.
A estrela proscrita está agora bem acima do disco da galáxia, a cerca de 200.000 anos-luz do seu centro. Seu destino será vagar pelo espaço intergaláctico.
(Lá do Inovação Tecnologica)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Astrônomos podem ter encontrado a maior estrela do universo

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Astrônomos britânicos descobriram o que se acredita ser a maior estrela do universo, cuja massa atual é 265 vezes maior do que o sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

No site da BBC Brasil foi divulgada a notícia de que através de um imenso telescópio localizado no Chile e das informações vindas do telescópio Hubble, a equipe da Universidade de Sheffield calculou a massa as dimensões da estrela.

A estrela, batizada de RMC 136a1 tem a massa 320 vezes maior que a do sol no momento de sua formação, o que significa que seria pelo menos o dobro da massa da maior estrela já encontrada. Ela faz parte do agrupamento de estrelas jovens RMC 136a. Os astrônomos também encontraram outras estrelas imensas no agrupamento NGC 3603.

O NGC 3603 fica a 22 mil anos-luz do sol, na Nebulosa da Tarântula, e o RMC 136a fica em uma galáxia vizinha à nossa, a 165 mil anos-luz de distância, a Grande Nuvem de Magalhães.

Segundo o artigo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, a expectativa é de que estrelas colossais como as encontradas existam apenas durante alguns milhões anos, antes de explodirem.

A existência de estrelas como essas, afirmam astrônomos, era mais comum no início do universo.




 Para ver a reportagem completa no site da BBC Brasil, clique aqui!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Astrônomos desvendam mistério da formação das estrelas gigantes

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Astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira estelar em volta de uma estrela gigante que acaba de nascer, oferecendo o primeiro indício direto de que as estrelas maciças nascem da mesma forma que as estrelas menores

Ovos estelares

Astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira que rodeia uma estrela bebê de grande massa, obtendo indícios diretos de que as estrelas de grande massa se formam da mesma maneira que as suas irmãs menores.

Esta descoberta, feita graças à combinação de observações obtidas por vários telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), aparece descrita num artigo que sai esta semana na revista Nature.

"As nossas observações mostram um disco em torno de uma estrela jovem de grande massa, que acabou de se formar," diz Stefan Kraus, que liderou este estudo. "Podemos dizer que este bebê está prestes a sair do ovo!"

A equipe de astrônomos observou o objeto conhecido como IRAS 13481-6124. Com cerca de vinte vezes a massa do nosso Sol e cinco vezes o seu raio, a jovem estrela, que se encontra ainda rodeada pelo seu casulo pré-natal, situa-se na constelação do Centauro, a cerca de 10.000 anos-luz de distância.

Nascimentos de estrelas gigantes

A partir de imagens de arquivo obtidas com o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, assim como a partir de observações obtidas com o telescópio submilimétrico de 12 metros APEX, os astrônomos descobriram a presença de um jato. "Esses jatos são comumente encontrados em torno de estrelas jovens de pequena massa e geralmente indicam a presença de um disco," diz Kraus.

Os discos circunstelares são o ingrediente essencial no processo de formação das estrelas de pequena massa, como o nosso Sol. No entanto, não se sabe se tais discos estão igualmente presentes durante a formação de estrelas de massa maior que dez vezes a massa solar, onde a forte radiação emitida poderia impedir que a massa fosse atraída pela estrela.

Por exemplo, já foi proposto que as estrelas de grande massa seriam o resultado da fusão de estrelas menores.
[Continue Lendo...]

terça-feira, 29 de junho de 2010

Morte de uma estrela é simulada em 3D pela primeira vez

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Supernovas
Uma estrela morre em 3D: As imagens mostram a ejeção de alguns elementos na explosão, vistos de diferentes ângulo de visualização - em cima, 350 segundos após a ignição do núcleo e, embaixo 9.000 segundos depois, quando a onda de choque já ultrapassou a superfície estelar. Os elementos estão representados em cores diferentes: carbono (verde), oxigênio (vermelho) e níquel (azul).[Imagem: MPA]
Estrelas gigantes terminam suas vidas em explosões igualmente gigantescas. São as chamadas supernovas, que podem tornar-se - por um curto período de tempo - mais brilhantes do que uma galáxia inteira, que é composta por bilhões de estrelas.
Embora as supernovas venham sendo estudadas teoricamente por meio de modelos de computador há várias décadas, os processos físicos que ocorrem durante essas explosões são tão complexos que até agora os astrofísicos só conseguiam simular partes do processo. E apenas em uma ou duas dimensões.
Simulação 3D de uma supernova
Agora, pesquisadores do Instituto Max Planck de Astrofísica, na Alemanha, fizeram a primeira simulação em computador totalmente tridimensional, cobrindo o colapso do núcleo de uma supernova ao longo de um período de várias horas após o início da explosão.
Com isto, eles conseguiram esclarecer o surgimento das assimetrias que emergem do fundo do núcleo denso durante a fase inicial da explosão e dobram-se em heterogeneidades observáveis durante a explosão da supernova.
 

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