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sábado, 31 de julho de 2010

Cientistas criam gelo em temperatura ambiente

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Depois de estudar os mecanismos da condensação da água na troposfera, cientistas descobriram como fabricar materiais artificiais para controlar a condensação da água e provocar a formação de gelo em temperatura ambiente.

O trabalho poderá permitir a fabricação de novos aditivos para fazer chover ou nevar, melhores freezers e revestimentos que ajudem a criar gelo em ambientes de entretenimento, como pistas de patinação.

Gelo hexagonal

O clima da Terra é fortemente influenciado pela presença de partículas de diferentes formas e origens - na forma de poeira, gelo e poluentes - que se acumulam a parte mais baixa da atmosfera, a troposfera.

Lá, a água adsorvida na superfície dessas partículas pode congelar em temperaturas mais elevadas do que a exigida para o congelamento de gotas de água pura, provocando chuva e neve.

"Há várias décadas, cientistas previram que os materiais com faces cristalinas com uma estrutura semelhante à do gelo hexagonal, a forma de todo o gelo e neve naturais na Terra, seria um agente ideal para induzir o congelamento e provocar chuva," explica o Dr. Albert Verdaguer, do Centro de Pesquisas em Nanociências e Nanotecnologia, na Espanha. "Mas esta explicação demonstrou ser insuficiente."
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Imagens médicas são criadas com técnica mais rápida que a luz

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A próxima geração de técnicas de imageamento médico poderá se basear em uma tecnologia baseada em um fenômeno que se move mais rapidamente do que a velocidade da luz.
De acordo com um grupo de cientistas de várias universidades norte-americanas, a técnica tem potencial para criar exames mais eficientes e mais baratos para o diagnóstico e o tratamento de câncer e de vários outros problemas de saúde.
Luminescência de Cerenkov
A nova técnica de imageamento óptico é chamada de imageamento por luminescência de Cerenkov, ou radiação de Cerenkov, ou mais simplesmente CLI (Cerenkov Luminescence Imaging).
A velocidade da luz depende do meio no qual ela viaja - por exemplo, sua velocidade diminui quando ela viaja através da água. Mas quando uma partícula - um elétron, por exemplo - move-se mais rápido do que a velocidade da luz naquele meio específico, normalmente um isolante, ela produz uma "onda de choque" - de forma muito parecida com a onda sônica gerada quando um avião quebra a barreira do som - emitindo uma luz azul conhecida como radiação de Cerenkov.
É a radiação de Cerenkov que é responsável pela coloração azulada dos reatores nucleares.
Essa luminescência também pode ser gerada pelos contrastes radioativos injetados na corrente sanguínea do paciente. Com isto, é possível dispensar o uso de uma fonte externa de luz, comumente usada para gerar imagens do interior do corpo humano.
A combinação do imageamento óptico com a medicina nuclear representa uma nova forma de gerar imagens a partir dos isótopos médicos.
"Isto dá ao imageamento óptico um conjunto de contrastes nucleares já utilizados clinicamente hoje, que podem ser utilizados imediatamente, ao contrário dos corantes fluorescentes," explica o Dr. Jan Grimm, do Weill Cornell Medical Center, principal autor do artigo que descreve a nova técnica.
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Com bactéria podemos viver até 140 anos

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Bacillus F, imagem: DailyMail
A bactéria descoberta por cientistas nas geleiras pode ajudar os humanos a viverem até aos 140 anos. Os investigadores já duplicaram o tempo de vida de ratos e moscas, depois de descongelarem o Bacillus F, da idade do gelo.
A bactéria foi descoberta em Mount Mamontova, na região russa de Yakutia. Os cientistas estavam fazendo testes nas geleiras quando a descobriram, após ter estado congelada durante séculos.



O líder da investigação, Anatolia Brushkova, disse que ficaram surpreendidos com os resultados, depois de injetar o Bacillus F nos ratos.
Ainda é cedo para dizer, mas se funciona com ratos e moscas, não há motivo para não funcionar com outros animais. - afirmou

A porta-voz, Nadezhda Mironova, explicou que tinham um grupo de ratos, cujo tempo médio de vida é 589 dias. Depois de administrada a bactéria, aumentou em 308 dias, enquanto o grupo de controlo, que não recebeu a injecção, morreu no tempo esperado.
Fontes: DailyMail e No mundo e nos Livros

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Existe líquido que não molha?

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Existe, sim! Mas isso depende da composição química não só do líquido como também da superfície onde ele é depositado. O mercúrio que corre dentro dos termômetros, por exemplo, não molha o vidro, nem qualquer tipo de papel, mas, se for jogado sobre uma superfície de ouro, a bolinha de mercúrio se desfaz, espalhando-se. O que determina se um líquido molha ou não é uma disputa entre as forças de coesão – que mantêm moléculas e átomos de um mesmo material unidas – e as forças de adesão – determinadas pela atração que as partículas de um material exercem sobre partículas de outros materiais. Ou seja, um líquido molha quando as partículas da superfície geram uma atração maior do que a atração das partículas entre si. E, claro, se a superfície tiver poros, o líquido parece molhar mais, porque suas partículas se depositam nesses orifícios.

SECOS E MOLHADOS
Ligação entre os átomos de mercúrio é seis vezes mais forte do que a das moléculas da água

PÓLO AQUÁTICO
As moléculas de água são polares – têm pólos negativo e positivo – e se aglomeram porque o hidrogênio, que tem carga elétrica positiva, é atraído pelo pólo negativo do oxigênio. Ou seja, o H de uma molécula se liga ao O de outra.

ATRAÇÃO FATAL
Quando encontram o vidro, as moléculas de H2O em contato com a superfície se desfazem, estabelecendo ligações O-H com as moléculas do vidro (SiOH). Por isso, as moléculas de água se espalham e “molham” a superfície.

METAL DA GOTA
O mercúrio é formado por átomos com 80 elétrons e se apresenta na forma líquida – uma exceção entre os metais – porque os elétrons das camadas mais distantes do núcleo não estabelecem uma interação forte o suficiente com os vizinhos para torná-lo sólido.

NÃO ROLA QUÍMICA
Em contato com uma superfície de vidro, os átomos de mercúrio não sentem atração físico-química pelas moléculas de SiOH, preferindo se ligar entre si. Ou seja, a força de coesão é maior do que a de atração. Mas, se a superfície fosse metálica, isso seria diferente...

Historiador desvenda código secreto de Platão

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Código secreto de Platão é desvendado por historiador
Além de ser um feito comparável à decifração dos hieróglifos egípcios, realizado pelo francês Jean-François Champollion em 1822, o trabalho poderá mudar a história das origens do pensamento ocidental.[Imagem: Jay Kennedy]


Um cientista da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirma ter desvendado o "O Código de Platão" - mensagens secretas que estariam escondidas nos escritos do grande filósofo grego e que vêm desafiando os estudiosos há mais de dois mil anos.
Platão foi uma espécie de Einstein da Idade de Ouro da Grécia. Seu trabalho está na base de toda a cultura e da ciência ocidentais.
Com isto, os resultados do trabalho do Dr. Jay Kennedy poderão revolucionar a história das origens do pensamento ocidental - além de ser um feito na área da criptografia comparável apenas à decifração dos hieróglifos egípcios, realizado pelo francês Jean-François Champollion, com a ajuda da Pedra de Roseta, em 1822.
O livro da natureza
Em seu artigo, o Dr. Kennedy revela que Platão usou um padrão regular de símbolos, herdados dos seguidores de Pitágoras, para dar a seus livros uma estrutura musical.
Os códigos escondidos em sua obra mostram que Platão antecipou a Revolução Científica cerca de 2000 anos antes de Isaac Newton, descobrindo a sua ideia mais fundamental - a noção de que "o livro da natureza" está escrito em linguagem matemática.
Um século antes, Pitágoras havia dito que os planetas e as estrelas produzem uma música inaudível aos ouvidos humanos comuns, uma "harmonia das esferas". Em seus livros, Platão tentar imitar as harmonias dessa música.
O código secreto de Platão
O Dr. Kennedy passou meros cinco anos estudando a escrita de Platão - a maioria dos filósofos faz isso a vida toda, embora com outros objetivos - e descobriu que em sua obra mais conhecida, a República, o filósofo grego colocou grupos de palavras relacionadas à música depois de cada duodécimo do texto - em um doze avos, dois doze avos, e assim por diante.
Esse padrão regular representa as doze notas da escala musical grega. Algumas notas são harmônicas, outras dissonantes. Nos pontos onde estão as notas harmônicas, ele descreveu sons associados com o amor ou o riso, enquanto os pontos onde estão as notas dissonantes foram marcados por sons ou gritos de guerra ou de morte.
Este código musical foi a chave para desvendar todo o sistema simbólico de Platão - o "código secreto de Platão".
"Quando lemos seus livros, as nossas emoções seguem os altos e baixos de uma escala musical. Platão toca seus leitores como se eles fossem instrumentos musicais," diz o pesquisador.
Evangelhos de Platão
Para quebrar o código de Platão, o pesquisador afirma não ter havido milagres: "Não houve uma Pedra de Roseta. Para anunciar um resultado como este eu precisava de provas rigorosas e independentes, baseadas em evidências cristalinas."
"O resultado foi incrível - foi como abrir uma tumba e encontrar uma nova série de evangelhos escritos pelo próprio Jesus Cristo. Platão nos enviou uma cápsula do tempo," entusiasma-se ele.
Apesar de já ter apresentado seu trabalho e discutido o resultado com colegas em alguns eventos científicos, o trabalho deverá gerar controvérsias, porque os historiadores modernos sempre negaram que havia códigos secretos na obra de Platão.
"Isto é o começo de algo grandioso. Levará uma geração para traçarmos as implicações [desta descoberta]. Todas as 2000 páginas [de Platão] contêm símbolos até agora não detectados," defende o pesquisador.
Código secreto de Platão é desvendado por historiador
[Imagem: Platão usou um padrão regular de símbolos herdados dos seguidores de Pitágoras para dar a seus livros uma estrutura musical.]
Filosofia secreta de Platão
"Os livros de Platão desempenharam um papel essencial na fundação da cultura ocidental, mas eles são misteriosos e terminam em enigmas," explica o Dr. Kennedy. "Na antiguidade, muitos dos seus seguidores afirmavam que os livros continham camadas ocultas de significado e códigos secretos, mas isto foi rejeitado pelos estudiosos modernos."
"É uma história longa e entusiasmante, mas basicamente eu desvendei o código. Eu demonstrei rigorosamente que os livros contêm códigos e símbolos e que a sua interpretação revela a filosofia secreta de Platão. "Esta é uma verdadeira descoberta, e não simplesmente uma reinterpretação," afirma o historiador da ciência.
Se confirmado, realmente o achado não abre espaço para modéstia: um código secreto de Platão irá transformar a história do nascimento do pensamento ocidental e, especialmente, as histórias das antigas ciências, da matemática, da música e da filosofia.
A importância de Platão
Platão nasceu quatro séculos antes de Cristo, escreveu 30 livros e fundou a primeira universidade do mundo, chamada de Academia. Ele era um feminista, permitindo que as mulheres estudassem na Academia e foi o primeiro grande defensor do amor romântico, em oposição a casamentos arranjados, por motivos políticos ou financeiros. Ele também defendeu a homossexualidade em seus livros. Em um episódio menos conhecido de sua vida, ele foi capturado por piratas e vendido como escravo, sendo mais tarde resgatado por amigos.
"A importância de Platão não pode ser exagerada. Ele mudou a humanidade de uma sociedade guerreira para uma sociedade da sabedoria. Hoje os nossos heróis são Einstein e Shakespeare - e não cavaleiros de armaduras brilhantes - por causa dele," diz o Dr. Kennedy.
Ciência e religião
Contudo, Platão não parece ter idealizado seus padrões secretos apenas para se divertir - eles serviam para sua própria segurança.
As ideias de Platão representavam uma ameaça perigosa para a religião grega. Ele afirmava que eram leis matemáticas, e não deuses, que controlavam o universo. O seu mestre, Sócrates, já havia sido executado por heresia.
Inversamente, o Dr. Kennedy propõe que a decodificação das mensagens musicais de Platão abre caminho justamente para unir a ciência e a religião.
A admiração e a beleza que sentimos na natureza, afirma Platão, mostra que ela é divina; descobrir a ordem científica da natureza significa aproximar-se de Deus. Isto, segundo Kennedy, "tem o potencial para transformar a atuais guerras culturais entre a ciência e a religião."
[Reproduzido do Inovação Tecnológica]

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Técnica brasileira reduz poluição de motores diesel em 10 vezes

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Padrão europeu de poluição
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), obteve por meio do aperfeiçoamento de uma técnica já conhecida, a redução significativa da emissão de poluentes gerados por veículos equipados com motor a diesel.
O poluente mais abundante produzido por este tipo de motor, o óxido de nitrogênio (NOx), teve seu índice diminuído de 5 g/kWh para 0,4 g/kWh - unidade específica de medição que leva em conta a potência do motor, independentemente do seu tamanho.
O principal resultado obtido com esse desenvolvimento foi atingir o objetivo de atender os limites de emissão previstos para entrar em vigor na Europa somente em 2014, o chamado nível Euro 6.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Primeiro quadrimestre de 2010 foi o mais quente já registrado

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Aquecimento global - anomalia térmica
Segundo o National Climatic Data Center, NCDC, órgão americano ligado à NOAA, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, a temperatura combinada dos oceanos e áreas continentais em abril de 2010 também bateu o recorde mensal dos últimos 131 anos, atingindo 14.5 °C, 0.76 graus Celsius acima da média de todo o século 20, que era de 13.7°C. Este foi o 34º consecutivo mês de abril em que as temperaturas combinadas ficam acima da média.
De acordo com o NCDC, a temperatura dos oceanos também bateu o recorde quadrimestral do século 20, com 0.57°C acima da média de 16.0°C. Neste período, os dados mostraram que o aquecimento foi mais pronunciado nas porções equatoriais dos oceanos, com destaque para o oceano Atlântico.
Segundo o NCDC, abril foi caracterizado por condições muito quentes em boa parte do mundo. As maiores anomalias foram verificadas no sul da Ásia, norte da África, centro-oeste e nordeste dos EUA, Canadá, Europa e partes do norte da Rússia.

Aquecimento Global - Gráfico até 2010
Embora grande parte da área terrestre do planeta tenha sido atingida por temperaturas mais quentes que a média, condições mais frias prevaleceram em toda a Argentina, Mongólia, leste e sul da Rússia e na maior parte da China.
Os valores das temperaturas mundiais das áreas continentais colocam o mês de abril de 2010 como o terceiro mais quente da história, atrás apenas de abril de 2000 e abril de 2007, considerado o ano mais quente. A temperatura da água do mar, no entanto, foi a mais quente do século 20, mas com temperaturas mais frias que a média registradas nas latitudes mais elevadas, no oceanos do sul e partes do norte do Oceano Pacífico.
Globalmente, combinando os dados de temperaturas da superfície e do oceano, abril de 2010 foi o mês de abril mais quente já registrado desde que os registros começaram em 1880. O recorde anterior havia sido estabelecido em 1998. Os valores atuais combinados mostram que a anomalia térmica ficou 0,76 °C acima da média do século 20.

Gráficos: No topo, gráfico elaborado pelo NCDC mostra os diversos pontos do planeta onde as temperaturas se mostraram alteradas com relação à média. Pelo gráfico é possível observar que o hemisfério norte foi onde se verificou maiores desvios positivos de temperatura. Acima, gráfico elaborado pela Universidade de Columbia mostra uma reanálise da temperatura global com base em dados médios de 5 anos e 11 anos (para minimizar os efeitos do ciclo solar). O gráfico deixa claro que a temperatura global continuou a subir após 1998, ano da temperatura recorde no planeta no século 20. Crédito: NCDC/Universidade de Columbia/Apolo11.com

[Lá do Apollo11]

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Estudo brasileiro reforça hipótese de que vida na Terra veio do espaço

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Quantos escudos protetores você precisaria para sobreviver a uma viagem interplanetária de milhões de anos, agarrado a um pedaço de rocha, congelado, sem água nem oxigênio e bombardeado incessantemente por radiação ultravioleta? Se você é uma bactéria da espécie Deinococcus radiodurans, uma superfície rugosa e uma camada de poeira já seriam suficientes. É o que indica o primeiro estudo experimental de astrobiologia feito por cientistas brasileiros.

Os resultados, publicados na última edição da revista científica "Planetary and Space Science", dão suporte à teoria da panspermia, segundo a qual a vida pode não ter se originado na Terra, mas em outro ponto do universo, e caído aqui já pronta, trazida por um cometa, meteorito ou coisa parecida.

Para isso, uma forma de vida primordial - representada nos experimentos por bactérias - precisaria sobreviver às intempéries do espaço por milhares ou até milhões de anos, dormente, para então renascer na superfície de algum planeta amigável. Como a Terra.
Por mais difícil que isso possa parecer, vários experimentos realizados nos últimos anos demonstram que determinadas bactérias, em certas condições, poderiam sobreviver a uma aventura espacial dessa natureza.

A isso soma-se, agora, o trabalho do biólogo brasileiro Ivan Gláucio Paulino-Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele submeteu colônias de Deinococcus radiodurans a condições similares às encontradas no espaço e comprovou que elas sobrevivem, com relativa facilidade, a doses altíssimas de radiação.

As informações são do repórter Herton Escobar, do jornal "O Estado de S. Paulo".


Fonte: G1

Nasa descobre possiblidade de vida em lua de Saturno

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Baseados em dois estudos da missão Cassini, que pesquisa a órbita de Saturno, cientistas da Nasa acreditam ter descoberto evidências de que espécies primitivas de seres vivos poderiam estar morando em uma das luas do planeta. Isso porque a missão analisou a composição química na superfício da Titan, a única lua de Saturno com uma atmosfera densa, segundo especialistas.

A conclusão partiu do questionamento sobre a variação na quantidade de hidrogênio e acetileno em Titan, que poderiam estar sendo consumidos por organismos vivos. Um dos estudos mostrou que moléculas de hidrogênio da atmosfera da lua estavam sumindo quando chegavam à superfície.

Outra pesquisa mapeou os focos de hidrocarbonetos na região e descobriu "buracos" na quantidade de acetileno. Segundo os cientistas, as substâncias serviriam de alimento.

De acordo com os pesquisadores, se a hipótese for confirmada, ela representaria uma segunda forma de vida no universo, independente da ingestão de água, como é na Terra. A partir de análises de lagos observados na lua de Saturno, os cientistas concluíram que pelo menos um deles contém hidrocarboneto na forma líquida. O resultado tornaria Titan o único local no sistema solar, além da Terra, a ter líquido em sua superfície, dizem os pesquisadores.

Fonte: G1

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Exposição 'Energia Nuclear' na Casa da Ciência, da UFRJ

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Exposição no Rio de Janeiro revela benefícios e perigos da energia nuclear. O objetivo é familiarizar, principalmente os estudantes, ao tema.

Sem tabu
Salão da exposição. Em primeiro plano, tabela periódica interativa. Projetada no chão, imagem dos quatro elementos da natureza (foto: Divulgação).
Energia nuclear faz parte da ementa de todo professor de ciências da educação básica. É preciso ensinar, por mais que se relute. Com uma peculiaridade: é bem capaz de o aluno já ter ouvido falar sobre o tema por outras vias. Seja em outras matérias, como história, por exemplo, seja na televisão, por amigos ou pelos pais. A energia nuclear faz parte do nosso imaginário e, em geral, é associada a fatos terríveis. Os mais notórios: as bombas atômicas jogadas no Japão na 2ª Guerra e o acidente na usina nuclear de Chernobil, em 1987. É difícil falar de energia nuclear.
"A exposição não é feita para cientistas. E sim para o público"
Por isso, a exposição Energia nuclear, promovida pela Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chega em bom momento. Com quatro anos de planejamento e um de execução, o evento começou no final de março e segue até o final de junho. A proposta: colocar os pingos nos is; ou seja, discutir abertamente os benefícios e – também – os riscos da energia nuclear.
– A exposição não é feita para cientistas. E sim para o público. Queremos discutir abertamente essa questão. Mostrar que a energia nuclear encontra-se em todos os lugares na Terra. E até em alimentos. Temos que conviver com isso – explica Adriana Vicente, coordenadora do núcleo de educação da Casa da Ciência e uma das responsáveis pela mostra.
O que Adriana tenta contar fica mais fácil de entender ao olhar. Na exposição, há grãos de feijão, areia, osso e uma máquina que mede a radioatividade de todos esses componentes naturais. Segundo a coordenadora, esse tipo de atividade atrai estudantes e adolescentes.
Sem tabu
Na seção acima, o visitante conhece a história dos acidentes causados pela energia nuclear. Entre eles, o da usina em Chernobil (foto: Divulgação).
Não à toa, a Casa da Ciência abriu visitas gratuitas de colégios. Alunos que participam de atividades lúdicas, como o pique atômico, em que a turma da escola faz as vezes de nêutrons e átomos. A ideia é simular uma reação em cadeia igual à que acontece na fissão nuclear.

Medicina e energia

Faz parte também da exposição imagens da guerra e explicação sobre o caso em Chernobil (e outros acidentes nucleares, como o de Goiânia). A preocupação é também separar as coisas: o que é ataque bélico e o que é acidente.
No Japão, era guerra. Em Chernobil, uma usina para fins pacíficos acabou causando a tragédia. Neste sentido, as usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ) são bem exploradas. Réplicas de reatores e de máquinas de operação são recriadas. É possível, por exemplo, controlar o nível de energia liberada para abastecer uma cidade.
Réplicas de reatores são recriadas
– Os estudantes precisam saber que a energia nuclear está no nosso dia a dia, sempre. Precisam, inclusive, ter a escolha de optar por um alimento que não tenha sido irradiado – diz Adriana Vicente, que, aos 38 anos, é graduada em letras e tem mestrado em história da ciência.
Enquanto explica – com clara empolgação – cada parte da exposição, Adriana se mete embaixo de um aparato que emula uma máquina de ressonância magnética. É para mostrar, agora, o uso da energia nuclear na medicina. "O que pode matar, pode também te salvar", fala, com uma luz azul-divertida sobre a sua cabeça, a coordenadora.

Energia nuclear
Casa da Ciência da UFRJ
Rua Lauro Müller, 3 – Botafogo (RJ)
26 de março a 27 de junho de 2010
Terça a sexta – das 9h às 20h
Sábado, domingo e feriados – das 10h às 20h
Fechado às segundas
Entrada gratuita

Aos professores que quiserem marcar visita
Tel: (21) 2542-7494 / 2598-3051
Indicação: alunos do 6º ano em diante

Todo professor, ao visitar a exposição, ganha revistas sobre o tema e uma apostila ensinando como aplicar a matéria em sala de aula

terça-feira, 1 de junho de 2010

Humor na ciência, piadas de um físico

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1 – Quantos físicos especialistas na teoria da relatividade geral seriam necessários para trocar uma lâmpada?
R: Dois, um segura e o outro gira o universo.
2 – Quantos físicos especialistas na relatividade geral seriam necessários pra trocar uma lâmpada?
R: Pelo princípio da incerteza eles não conseguem, podem até ver a base mas não conseguem localizar a lâmpada nova.
POR QUE A GALINHA ATRAVESSOU A ESTRADA NA OPINIÃO DOS CIENTISTAS:
Descartes: “Ela tinha razão suficiente para acreditar que, de algum modo, estava sonhando.”
Isaac Newton: “Pela primeira lei da dinâmica, galinhas em repouso tendem a se manter em repouso, galinhas em movimento tendem a atravessar a estrada.”
Einstein: “A galinha atravessar a estrada ou a estrada passar por sob a galinha é uma questão de referencial.”
Heisenberg: “Pelo princípio da incerteza, não sabemos ao certo o lado em que a galinha se encontra, mas sabemos que estava se movendo.”
Pauli: “Segundo o princípio da exclusão, a galinha não atravessou, já existia uma galinha naquele lado!”
Hubble: “Pela teoria da expansão do universo, a galinha não atravessou foi a estrada que se expandiu.”
De Broglie: “A dualidade quântica afirma que haviam duas galinhas, uma de cada lado, você só acha que ela atravessou.”
O astrônomo: “Cadê o espectro dela pra me provarem que ela existe?”
O astrofísico teórico: “Seja uma galinha esférica paraboloidal descrita pelas seguintes equações de campo…”
O criacionista: “Deus criou ela lá, não existe prova de que tenha estado aqui.”
Darwin: “Somente as galinhas mais aptas conseguem.”

As 7 maiores descobertas da Ciência

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ciência
1. Lei da Gravitação Universal – Isaac Newton
2. O átomo – Ernest Rutherford e Niels Bohr

3. Relatividade – Albert Einstein
4. Big-Bang – Edwin Hubble

5. A Teoria da Evolução – Charles Darwin
6. Célula e genética – Walther Flemming e Gregor Mendell

7. DNA – Francis Crick e James Watson
Isso segundo David Eliot e Arnold R. Brody
 

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